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INFORMAÇÃO E SERVIÇOS PARA POSTOS DE COMBUSTÍVEIS

POSTO HOJE É ENVIADA SEMANALMENTE A DIRIGENTES DE POSTOS DE COMBUSTÍVEIS E LOJAS DE CONVENIÊNCIA

14/01/2021

 

Venda de etanol cai 0,86% na 2ª quinzena de dezembro, para 1,50 bilhão de litros

 

As vendas de etanol pelas unidades produtoras do Centro-Sul do Brasil somaram 1,50 bilhão de litros na segunda quinzena do mês de dezembro, sendo que 1,35 bilhão de litros foram destinados ao mercado interno e 158,57 milhões de litros para exportação. O resultado das vendas totais representa queda de 0,86% ante igual período de 2019, conforme os dados do levantamento da safra 2020/21, divulgado nesta quarta-feira, 13, pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica). O volume de etanol direcionado ao mercado externo nos últimos 15 dias de dezembro corresponde a uma alta de 60,79% ante igual período do ano passado. Já as vendas para o mercado doméstico recuaram 5,14% na comparação interanual. A demanda interna por combustíveis ainda se recupera após a forte queda causada pela pandemia da covid-19 e em meio a preocupações quanto à segunda onda da doença. Já as exportações vão bem por causa da desvalorização do real ante o dólar.

Leia mais em: https://epocanegocios.globo.com/Economia

 

Disputa entre importadores de combustíveis e Petrobras chega ao Cade. Entenda

 

A Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom) recorreu ao órgão de defesa da concorrência contra a Petrobras. A entidade protocolou ofício na sexta-feira no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e na Agência Nacional do Petróleo (ANP) contra a estatal. O motivo da representação é que os importadores avaliam que a Petrobras está vendendo diesel e gasolina às refinarias no Brasil com preços abaixo das cotações no mercado internacional, o que afeta a concorrência. No ofício, a Abicom pede que seja feita análise dos valores praticados pela petroleira. A Petrobras afirma que adota preços alinhados com o exterior e que agentes menos eficientes são os primeiros a perder espaço em momento de maior competição.

Leia mais em: https://www.fecombustiveis.org.br/noticia/

 

Ao vender usinas, BR põe fim a impasse de 14 anos

 

Ao assinar um memorando de entendimentos com a americana New Fortress Energy, para venda de suas fatias de 45% na Pecém Energia e de 50% na Energética Camaçari Muricy II, a BR Distribuidora dá mais um passo na sua estratégia de vender ativos non core. Desde a sua privatização, em 2019, a empresa já se desfez de outros dois negócios (a Stratura Asfaltos e a CDGN Logística, de gás natural comprimido), que podem render até R$ 125 milhões para a companhia. A Pecém Energia e a Energética Camaçari Muricy II são sociedades de propósito específico (SPE) mantidas em parceria com a CCETC e responsáveis por dois projetos de termelétricas a óleo diesel em Dias D’Ávila (BA): Pecém II e Muricy II, ambos com capacidade instalada de 144 megawatts. A venda dos ativos para a New Fortress Energy pode marcar, para a BR, o fim de um imbróglio de 14 anos envolvendo a construção das duas térmicas e que pode lhe render multas.

Leia mais em: http://minaspetro.com.br/noticia/

 

Setor produtivo de São Paulo aguarda posicionamento sobre ICMS no diesel e etanol

 

Depois de ter sinalizado que vai publicar na próxima quinta-feira, 14, o decreto que revoga os ajustes no ICMS para hortifrutigranjeiros, energia elétrica rural e insumos agropecuários, o governo de São Paulo ainda não se posicionou sobre a alta de 1,3% nos preços dos combustíveis. O professor de agronegócio da Universidade de São Paulo (USP), Marcos Fava Neves, explica que o aumento deve ter um impacto não apenas na economia do estado, mas em todo o país. “O diesel é usado como meio de transporte para boa parte das mercadorias, e o etanol é o combustível mais utilizado em São Paulo. Essa medida traz a deterioração da imagem do elo transportador”, afirma. “Os governos de São Paulo não foram eleitos para aumentar impostos, mas para reformar o estado, diminuir as de despesas e impostos para ter novos postos de trabalho. O aumento de impostos vai aumentar o custo de serviço prestado”, complementa.

Leia mais em: https://www.novacana.com/n/etanol/

 

ES tem o primeiro ônibus rodoviário elétrico do Brasil

 

Com uma aposta para um futuro mais sustentável, com menos poluição e sem barulho, começou a circular no Espírito Santo o primeiro ônibus rodoviário 100% elétrico do Brasil. As viagens fazem parte de um projeto-piloto de 18 meses que começou no final de 2020 com as empresas Vix Logística, EDP, WEG e Certi, para avaliar o custo-benefício e se será possível a ampliação da operação. O investimento é de R$ 6,6 milhões. Neste período teste, os ônibus elétricos foram incorporados à frota da Vix e atendem viagens fretadas de curtas e médias distâncias para empresas dos municípios de Aracruz, no Norte do Espírito Santo, e Anchieta, no Sul do estado. Isso acontece porque os ônibus elétricos, diferentes dos tradicionais que são abastecidos com diesel, recebem cargas de energia elétrica e a armazenam em seis baterias de lítio que compõem a estrutura do motor. Estas baterias permitem que eles andem de forma autônoma por até 350 quilômetros. A recarga completa demora cerca de quatro horas.

Leia mais em: https://g1.globo.com/es/espirito-santo/

 

Não vamos cometer o erro de reajustar preços diariamente

 

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, disse ao Valor que a empresa não vai cometer o erro de reajustar os combustíveis diariamente. "Nossa política é ajustar os preços à paridade internacional", afirmou. A discussão sobre preços dos combustíveis voltou à cena depois de importadores acusarem a estatal de praticar preços predatórios. Castello Branco reagiu dizendo que os cálculos dos importadores não refletem os custos da empresa. "Para eles, o melhor dos mundos é que a Petrobras coloque os preços lá em cima, acima do preço de paridade internacional. Aí viabiliza quem é mais ineficiente", disparou. Ele disse que a venda da fatia que a Petrobras detém na BR Distribuidora continua no radar, assim como a venda da Braskem.

Leia mais em: http://www.canaonline.com.br/conteudo/

 

Ultrapar sofre ataque cibernético

 

A Ultrapar, controladora do Grupo Ultra, que é dono de marcas como Ipiranga, Extrafarma e Ultragaz, enviou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) um comunicado de fato relevante para informar que sofreu um ataque cibernético na última segunda-feira, 11. Como prevenção, a companhia disse que interrompeu alguns sistemas, afetando parcialmente as operações de suas subsidiárias — mas ainda está “avaliando a extensão do incidente e atuando para mitigar seus efeitos”. Na nota, a companhia afirmou que prontamente acionou seus protocolos de controle e segurança para bloquear o ataque e atribuir acidentes e está operando em regime de contingência. Segundo o site CISO Advisor, ainda não há informações na dark web de que um operador de ransomware tenha assumido a responsabilidade pelo ataque ou ameace vazar dados da empresa.

Leia mais em: https://www.baguete.com.br/noticias/ultrapar

 

Minaspetro repudia declaração do presidente da Petrobrás

 

Para ler, clique no link a seguir: minaspetro-repudia-declaracao-do

 

Coluna Fernando Calmon   Nº 1.132

 

Fernando Calmon é engenheiro e jornalista especializado no setor automobilístico desde 1967, quando produziu e apresentou o programa 'Grand Prix' na TV Tupi, no ar até 1980. Dirigiu a revista AutoEsporte por 12 anos e foi editor de automóveis das revistas O Cruzeiro e Manchete. Entre 1985 e 1994, produziu e apresentou o programa 'Primeira Fila' em cinco redes de TV. A coluna Alta Roda, criada em 1999, é publicada semanalmente na internet. Calmon também atua como consultor em assuntos técnicos e de mercado na área automobilística, e como correspondente para o Mercosul do site inglês just-auto. www.fernandocalmon.com.br.

 

Reflexos do fim da

produção da Ford

 

Decisão da empresa de encerrar a produção de veículos no Brasil tem implicações negativas de curto prazo. Mas não deve levar a um cenário de desindustrialização do setor automobilístico. Existem alguns aspectos históricos a ressaltar. Em 1986 a Ford esteve perto de sair do País em meio à conhecida década econômica perdida. As importações de veículos estavam proibidas, não existiam alternativas. Contudo, a união com a Volkswagen, na Autolatina, deu-lhe fôlego para continuar nove anos depois do “divórcio”.

 

Na Argentina houve desistência industrial da GM, que anos depois retornou. Fiat e Peugeot se fundiram, se separaram e voltaram cada uma para seu lado. Renault da mesma forma: entrou, saiu e voltou. No Brasil há os casos da Alfa Romeo, Audi, Chrysler, Jeep, Renault e Mercedes-Benz.

 

Foto: divulgação

 

A Ford ainda produz automóveis na Europa, Índia e China, mas na América do Norte e agora do Sul, nada. Não há um prazo para focar apenas em SUVs, crossovers e picapes, conforme anunciou em 2018. Estes são bem mais lucrativos e os compradores americanos mantêm confiança nas marcas domésticas, em especial nos modelos maiores.

 

Um aspecto pouco observado é que a empresa decidiu manter o centro de desenvolvimento, na Bahia e o campo de provas, em São Paulo. Exportará serviços e alguns empregos qualificados serão salvos. Porém, terá que devolver incentivos fiscais e indenizar empregados e concessionárias. Para tanto alocou US$ 4,5 bilhões (R$ 24 bilhões). A GM, ao contrário, enviou grande parte dos engenheiros brasileiros para a China, mas descongelou agora R$ 10 bilhões de investimentos nos próximos cinco anos para novos produtos.

 

Obviamente a participação de mercado da Ford vai cair para um patamar bem inferior ao qual terminou em 2020. O tíquete médio dos carros que venderá será muito mais alto, mas a empresa quer garantir a rentabilidade que garantirá sua sobrevivência não só aqui, mas no mundo. Isso, no entanto, não deve afetar a recuperação do mercado brasileiro este ano (leia abaixo).

 

O Brasil é um país dos compactos. Hatches e sedãs representam cerca de 45% das vendas totais. Com o avanço das novas tecnologias, ainda caras, fica bastante mais difícil diluir os custos em modelos menores e de lucratividade limitada. A saída natural seria importar componentes e aumentar a exportação. Para tanto o País teria de investir muito em infraestrutura, além de uma reforma tributária que realmente melhorasse a eficiência econômica e desonerasse os produtos exportados, como os outros países fazem. Esse mau hábito de gerar créditos tributários e nunca restituí-los ou compensá-los, realmente não funciona.

 

Por suas dimensões continentais e densidade de habitantes por veículo ainda inferior à da Argentina e do México, por exemplo, o Brasil ainda tem o que avançar. De 2010 a 2014 o País figurou como quarto maior mercado interno do mundo, atrás de China, EUA e Japão. Por sua imensa população a Índia vai se consolidar à nossa frente. Mesmo assim, uma quinta colocação no ranking mundial continuará sendo atraente. Como produtor de veículos já fomos o sétimo (hoje, o nono), mas existe potencial de ser o sexto colocado.

 

O que esperar do

mercado em 2021

 

A economia brasileira foi fortemente atingida pela pandemia do covid-19, em 2020. Ainda assim a queda do PIB (em torno de 4,5%) ficou em patamar bem menor que o previsto até pelo FMI. Na indústria automobilística não foi diferente. Contra números previstos de até mais de 40% de redução do mercado interno de veículos leves e pesados, o tombo ficou em 26%. Em 2015, mesmo sem pandemia, as vendas já haviam caído nessa mesma magnitude. Nada comparável a 1981, quando as vendas derreteram 40% frente a 1980.

 

Na produção que inclui os números de exportação, principalmente para a Argentina, a queda atingiu 31%. O total de empregados na indústria sofreu uma contração de 4% (5.000 funcionários a menos). Os estoques nas fábricas e concessionárias caíram para apenas 12 dias (um terço do habitual), o menor em toda a séria histórica da indústria.

 

Para este ano a Anfavea demonstrou cautela na recuperação das vendas (15%), exportações (9%) e produção (25%). A Fenabrave também projetou os mesmos 15% de avanço na comercialização, uma coincidência que não é tão comum. Nesse ritmo a volta aos níveis de 2019 (ano sem efeito da pandemia) só ocorreria em 2023. Para complicar ainda há o desastrado aumento do ICMS no Estado de São Paulo, tanto para veículos novos quanto para usados. Deverá impactar as vendas, embora ainda não seja possível avaliar os estragos.

 

Foto: divulgação

 

Por outro lado, apesar dos percalços políticos em Brasília, a economia brasileira crescerá este ano no mínimo 3,5% até por uma base comparativa baixa em relação a 2020. A vacinação de parte da população deve ajudar como reação positiva. O dinheiro retido no ano passado pelo cancelamento de viagens e outros gastos entre os que podem comprar automóveis, deve ser aplicado para este fim.

 

Então, há um potencial de voltar aos números de 2019 já em 2021, o que significaria um incremento nas vendas em torno de 35%. Otimismo exagerado? É o que vamos conferir em 31 de dezembro deste ano.