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INFORMAÇÃO E SERVIÇOS PARA POSTOS DE COMBUSTÍVEIS

POSTO HOJE É ENVIADA SEMANALMENTE A DIRIGENTES DE POSTOS DE COMBUSTÍVEIS E LOJAS DE CONVENIÊNCIA

18/10/2019

 

Empresas do setor de combustíveis dão calote bilionário

 

Três empresas do setor de combustíveis conseguiram a proeza de aumentar em mais de R$ 1 bilhão o calote aos cofres paulistas em um período de seis meses, segundo dados da Procuradoria da Dívida Ativa de São Paulo. As empresas são a Refinaria de Manguinhos, cuja dívida aumentou R$ 461 milhões entre abril e outubro (de R$ 3,05 bilhões para R$ 3,47 bilhões), a Petromais Distribuidora, que acrescentou mais R$ 347 milhões em seu portfólio de impostos não pagos, e a  Monte Cabral Distribuidora, que somou R$ 231 milhões em sua dívida no mesmo período. Conhecidas devedoras de ICMS, essas empresas não recolhem o próprio imposto e o de substituição tributária, o que é considerado apropriação indébita. Os calotes podem estar com os dias contados. No caso de Manguinhos, o presidente do STF, Dias Toffoli, deve julgar em breve o pedido de inscrição estadual da refinaria em São Paulo. A medida não impedirá que a empresa atue no estado, mas a obrigará a recolher o imposto antes de entregar o combustível aos postos.

Fonte: https://www.em.com.br/app/colunistas/amauri

 

Produção de petróleo da Petrobras no Brasil cresce 16,9% no 3º trimestre

 

A produção média de petróleo e líquido de gás natural (LGN) da Petrobras no Brasil cresceu 16,9% no terceiro trimestre em relação ao mesmo período de 2018, para 2,264 milhões de barris por dia (bpd), em meio ao desenvolvimento da extração em novas plataformas, especialmente no pré-sal, informou a companhia na quinta-feira (17). Na comparação com o segundo trimestre, houve um avanço de 10,3% da produção de petróleo e LGN, segundo relatório de produção e vendas trimestral da companhia. Somando a produção total de óleo, LGN e gás natural, no Brasil e no exterior, houve uma alta de 14,6% entre julho e setembro ante o mesmo período do ano passado, para 2,878 milhões de barris de óleo equivalente ao dia. Em relação ao segundo trimestre, a produção total cresceu 9,3%. A produção do pré-sal cresceu 17% no terceiro trimestre ante o trimestre anterior, para média de 1,367 milhão de barris de óleo equivalente por dia, representando 60,4% da extração de óleo no Brasil, segundo a petroleira estatal.

Leia mais em: https://g1.globo.com/economia/noticia/2019/10/17/

 

Combustível alternativo e eletromobilidade chegam aos caminhões

 

O Salão do Transporte Rodoviário de Carga (Fenatran 2019), que começou na segunda e se encerra nesta sexta-feira, em São Paulo, foi marcada pelo lançamento de veículos pesados com tecnologias que buscam alternativas que contribuam para a preservação do meio ambiente e primam pela tecnologia. O uso da eletromobilidade e de combustíveis alternativos ao diesel, caminhões elétricos, conectados e autônomos são alguns dos destaques para a 2ª edição do New Mobility. O projeto, lançado  no Salão do Automóvel 2018, debate o futuro da mobilidade e o papel das grandes empresas e dos novos players neste mercado. A proposta está alinhada com a tendência mundial de grandes mudanças no mercado automotivo. Além disso, a Fenatran conta com uma área de teste de mobilidade para transporte e logística urbana. Estes eventos e estas ações fazem parte de um programa maior da feira para movimentar negócios em um dos principais setores da economia brasileira, responsável por mais de 60% de toda a carga transportada no território nacional. "Por isso, criamos a Super Agenda de Negócios, que reúne tecnologia avançada de inteligência de dados para conectar os interesses dos visitantes com os expositores", comenta Luiz Bellini, diretor de eventos da Reed Exhibitions Alcantara Machado.

Leia mais em: https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/

 

Qual será o futuro dos postos de gasolina?

 

Ao longo das últimas décadas, postos de gasolina passaram de uma novidade à objetos onipresentes em paisagens urbanas e rurais do mundo todo. Com a popularização dos automóveis durante a segunda metade do século XX, postos de gasolina transformaram-se em uma das tipologias arquitetônicas universais mais vulgares. Hoje, somente nos Estados Unidos, existem cerca de 130.000 estruturas deste tipo espalhadas pelos quatro cantos do país, uma para cada 2.000 mil veículos da frota americana que beira atualmente os 270 milhões. No entanto, à medida que a população mundial continua migrando das áreas rurais para às cidades, áreas urbanas cada vez mais densas e com sistemas de transporte público cada dia mais eficientes e sustentáveis, é hora de reinventar esta tradicional tipologia para que ela não se torne obsoleta da noite para o dia. É fato que a tipologia do posto de gasolina já entrou em declínio a algum tempo. Em 2016, estimava-se que 116.000 postos de gasolina estivessem em operação em toda a Europa, entretanto, até o final de 2017, esse número havia caído para 77 mil. Somente no Reino Unido, o número de postos de gasolina caiu 80% dos anos 70 para cá, apesar de que o consumo de combustível tenha aumentado em um 75% no mesmo período...

Leia mais em: https://www.archdaily.com.br/br/926546/qual-sera

 

Interditados dez bicos de posto com “bomba baixa”

 

Força-tarefa composta pela ANP, Inmetro, Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) e Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) identificou ontem (17/10) um posto de abastecimento no bairro de Bonsucesso, no Rio de Janeiro, com dez bombas irregulares. Os equipamentos forneciam menos combustível do que o marcado (irregularidade conhecida como “bomba baixa”) e foram interditados pelo IPEM/RJ. As bombas do posto M&R Ltda. EPP. (Rua Cardoso de Morais, 261) continham um dispositivo eletrônico para diminuir o volume fornecido – a cada 20 litros, o consumidor recebia 1,4 litro a menos. Além das interdições, a DDSD conduziu o gerente do posto à delegacia. A ANP também autuou o posto, que responderá a processo administrativo. Ao final do processo, caso confirmada a irregularidade, o agente está sujeito às penalidades previstas na Lei nº 9.847/99, incluindo multa que pode chegar a R$ 5 milhões. Fonte: Imprensa ANP.

 

 

ALTA RODA  Nº 1.067

Fernando Calmon

 

Fernando Calmon é engenheiro e jornalista especializado no setor automobilístico desde 1967, quando produziu e apresentou o programa 'Grand Prix' na TV Tupi, no ar até 1980. Dirigiu a revista AutoEsporte por 12 anos e foi editor de automóveis das revistas O Cruzeiro e Manchete. Entre 1985 e 1994, produziu e apresentou o programa 'Primeira Fila' em cinco redes de TV. A coluna Alta Roda, criada em 1999, é publicada semanalmente na internet. Calmon também atua como consultor em assuntos técnicos e de mercado na área automobilística, e como correspondente para o Mercosul do site inglês just-auto. E-mail: fernando@calmon.jor.br e www.twitter.com/fernandocalmon

 

Celular sobre rodas

 

Se há um tema que provoca muitas dúvidas e, às vezes, discussões acaloradas é a condução autônoma. Dividida em cinco níveis, dos quais os três primeiros já apontam para uma tecnologia praticamente dominada e os dois últimos ainda por definir prazos, este recurso vai se incorporar ao dia a dia inexoravelmente. O problema é saber quando, de que forma e por quanto.

 

O atual Nível 3 de autonomia está disponível em, pelo menos, três modelos no exterior: Tesla 3, Cadillac CT6 e Audi A8. Vários outros fabricantes dispõem de tecnologia semelhante, mas relutam em oferecer: temem o mau uso do recurso. Na Europa não é possível, ainda, homologar um veículo desse tipo para rodar em estradas e ruas de livre trânsito. Já os EUA liberaram, mesmo depois de alguns acidentes.

 

Descrição: https://thenewswheel.com/wp-content/uploads/2019/05/2019-Cadillac-CT6-07-760x506.jpg

Cadillac CT6 2019

 

O risco do Nível 3 é a possibilidade de burlar o sistema, que se desliga automaticamente dependendo de certos fatores entre eles velocidade, número de faixas de rolamento, sinalização horizontal e vertical e vias expressas. No Tesla, por exemplo, há uma zona cinzenta entre os Níveis 2 e 3. Basta, por exemplo, um leve encostar de mão ou perna no volante para o carro seguir em frente de forma autônoma.

 

Os EUA existem argumentam que muitas vidas foram poupadas em acidentes evitados, apesar de imperfeições, uso abusivo e mortes. O Nível 4, totalmente autônomo, se mantém em testes. Mas, quando alcançar homologação, entre 2020 e 2021, o preço será muito alto. Sem ninguém ao volante, ainda estará limitado a serviços em percursos restritos e dentro de perímetro de cerca eletrônica.

 

Algumas empresas, como a fabricante alemã de equipamentos ZF, afirmam que antes de 2030 a tecnologia não estará madura para o chamado robô-táxi de livre circulação. A Ford também argumenta existir um otimismo exagerado com os prazos. A Waymo, subsidiária do Google para automação veicular, segue em frente com os testes, porém visa ao uso comercial no transporte de pessoas e bens.

 

Interessante são as apostas em conectividade, via rede celular 5G, capazes de reduzir a frequência de acidentes por uma fração do custo de um veículo totalmente autônomo. Essa alternativa vai se expandir logo que a comunicação pelo ar, até 20 vezes mais rápida que a 4G atual, for sendo implantada ao redor do mundo. Conhecida pela sigla em inglês C-V2X (Veículo Conectado a Tudo via Celular), permitirá interações bastante eficientes a fim de antecipar situações de perigo que o próprio motorista ou o carro poderão evitar.

 

A empresa iniciante (startup) israelense Waycare é uma das especialistas nisso. Em vez de investir em caríssimos equipamentos para que o motorista esqueça o volante — se tiver dinheiro suficiente para adquirir um automóvel autônomo de Nível 4 — ela trabalha com os administradores de trânsito. Estes poderão analisar, em tempo real ou bem próximo a isso, as situações de risco e avisar aos motoristas no intuito de evitar colisões.

 

Quanto ao Nível 5, quando se eliminarão volante e pedais nos autônomos, é algo tão caro que ninguém, hoje, consegue calcular com o mínimo de exatidão o seu preço. Muito melhor investir no que está à mão: um telefone celular ultrarrápido sobre rodas.

 

RODA VIVA

 

Confirmado o investimento de R$ 220 milhões da PSA, em sua fábrica de Porto Real (RJ), para produção de modelos compactos e médios-compactos sob a nova arquitetura modular CMP. Argentina já garantiu a fabricação, em 2020, do novo Peugeot 208 e também o 2008. Fontes da coluna indicam que, no Brasil, começará pela nova geração do Citroën C3, em 2021.

 

Programa IncentivAuto, do governo paulista, aprovado pela Assembleia Legislativa, poderá ser o último ainda sob as regras que devem mudar com a reforma tributária nacional. Incentivos são moderados: 2,5% de isenção do ICMS para cada R$ 1 bilhão investido e mínimo de 400 novos empregos diretos. Pode ajudar nessa fase inicial de recuperação econômica do País.

 

Civic Touring só desaponta pelo preço alto, pois continua a impressionar no uso urbano e em estradas pela dirigibilidade de alto nível. Motor turbo (173 cv) garante bom desempenho sem consumo exagerado, embora o câmbio CVT imponha limites. Freio de autoimobilização eletromecânico (auto-hold) é extremamente útil no para e anda do trânsito.

 

Alternativas como gás (natural ou biogás) podem ajudar na diminuição de emissões em ônibus e caminhões, explicitadas na feira do setor, Fenatran, em São Paulo. Cummins, Scania e Iveco oferecem essa solução. Mercedes-Benz aposta no óleo vegetal (HVO), utilizável de imediato. VW desenvolve aplicações elétricas para entregas urbanas, mas preço muito elevado atrapalha.

 

Reciclagem de veículos no Brasil beneficiaria o meio ambiente e a própria indústria automobilística. Peças recicladas e reutilizadas, especialmente as de plástico, saem a um custo muito menor. Segundo Ariane Marques, química da BASF, evita-se a busca incessante por matérias-primas, um dos fatores que encarecem a produção de novos modelos.

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